Operação no Morro do Jacarezinho aumenta o número de mortos para 29

Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro atualizou o número total de mortos na Operação Exceptis.  Além do Inspetor de Polícia André Leonardo de Mello Frias, morto em ação com um tiro na cabeça disparado por criminosos, 28 criminosos integrantes de facção criminosa foram abatidos durante a operação, segundo o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski.

Em discurso durante o sepultamento do Inspetor Frias, Turnowski elogiou a ação da Polícia Civil:

“A inteligência já confirmou todos os mortos como traficantes, 19 com folhas corridas até agora”, disse o secretário. “Não foi em vão, André, não foi em vão”, disse, encerrando seu discurso com aplausos.

Não, não eram anjos

Dentre os criminosos abatidos, estão 3 que possuíam mandado de prisão expedido pela Justiça e eram alvo da operação. São eles:

  1. Isaac Pinheiro de Oliveira, o Pee da Vasco;
  2. Richard Gabriel da Silva Ferreira, o Kako;
  3. Rômulo Oliveira Lúcio, o Romulozinho.

A ação policial tinha como foco 21 criminosos procurados por tráfico de drogas, roubos, sequestros de trens e aliciamento de menores para o crime. Também foram presos 6 criminosos, sendo que 3 estavam no rol de procurados, já tendo mandado de prisão expedido e outros 3 foram presos em flagrante delito por confrontarem a polícia.

O que foi apreendido na Operação Exceptis?

A ação foi planejada durante 10 meses e seguiu os protocolos exigidos pelo STF, segundo informou a Polícia Civil Fluminense, tendo notificado o Ministério Público sobre a operação.

No ano passado, o STF determinou regras para operações policiais em comunidades — incursões de rotina estão proibidas. Pela decisão do ministro Edson Fachin, as ações só seriam permitidas de maneira excepcional.

“Decisão do STF não impede a polícia de fazer o dever de casa. Ela coloca protocolos, e a Polícia Civil cumpre todos”, disse o delegado Rodrigo Oliveira.

“Não sei se as grandes operações dão resultado. O que eu sei é que a falta de operação dá um péssimo resultado”, emendou Oliveira.

Ainda no mesmo dia, o saldo de apreensões da operação divulgado era:

  • 16 pistolas
  • 6 fuzis
  • 12 granadas
  • 1 submetralhadora
  • 1 escopeta

Também foi apreendida “farta quantidade de drogas” — que não foi contabilizada.

Essa operação foi a mais letal do Rio de Janeiro?

A primeira questão a se fazer é: “quem é que afirma isso?”  Seria algum sociólogo (da esquerda utópica) que afirma ser culpa da sociedade geral a existência de crime e criminosos?  Baseado em que fatos, provas, depoimentos, e investigações é que isso é afirmado?

Há uma narrativa por trás, que visa demonizar os agentes de segurança pública há pelo menos 4 décadas. “O policial mal e opressor da parcela mais carente da sociedade”.  Oras, não podemos ser tão manobráveis desse jeito e sair acreditando em qualquer narrativa infundada.  O crime organizado do Rio de Janeiro atua como uma guerrilha, estando aparelhada com artefatos de guerra (veja a foto acima), e ocupando uma área estratégica (morro), por onde é mais fácil ir para o confronto.

Se os policiais acertaram mais os tiros em seus alvos do que os bandidos, isso é mérito dos policiais, que treinam constantemente em clubes de tiro e nas pistas de treinamento da polícia para terem precisão e não acertarem pessoas inocentes.

Outro fato importante é que um policial (por força de Lei) só pode repelir a injusta agressão.  Sabe o que isso significa?  Que um policial só pode atirar para defender-se, nunca para atacar.  Logo, ao chegarem na favela, foram recebidos com fogo. O que deveriam os policiais fazer:

  1. Cantar e dançar um funk ‘proibidão’?
  2. Declamar poesia?
  3. Pedir com delicadeza para que cessassem o fogo?
  4. Erguer uma bandeira branca?
  5. Repelir o fogo inimigo?

#Aviso: Isso não vai cair no Enem.  Pode responder com sinceridade e sem medo de errar.

Tudo o que a Polícia Civil Fluminense, em especial a Carioca, fez foi defender-se de uma injusta agressão com precisão, profissionalismo e com o devido amparo legal.  Quem está à margem da Lei, vale relembrar, são os criminosos.

Para ficar mais fácil de compreender, imagine que temos uma partida de futebol acontecendo.  De um lato nós temos um time como o Barcelona.  Preparado com perfeição, observador das regras, habilidoso, que joga com o regulamento da partida debaixo do braço.  De outro lado, temos o time “dos solteiros”, formado por barrigudos, ociosos, sem qualquer habilidade, sem qualquer conhecimento das regras do jogo e que só querem saber de vencer, sem haver preocupação com o que é considerado legal ou ilegal na partida.

Quem você acha que vai ganhar?  Quem terá melhor resultado?  Óbvio, o Barcelona.  Entretanto, ao se ver “humilhado pelo baile” que vai tomar, como se comportará o time dos solteiros?  O Fair Play que vá às favas, certamente!  É por aí.

Entretanto, o que deveria ter acontecido para não haver a tal da letalidade? A rendição pacífica, sem opor resistência.  O Estado é a regra, a Lei deve prevalecer.  Se o sujeito é um fora da Lei, deve se entregar e responder pelos seus atos. “Perdeu, mermão!  Acabou! Game over!”

Todavia, o houve foi um confronto direto, uma ação verdadeira de guerrilha contra quem estava lá para prender criminosos.

Mais uma ressalva se faz necessária.  Para a polícia não é interessante ter bandido morto, muito mais valioso é bandido preso!  Sabe por quê?  Porque pode ser interrogado, pode dar informações que ajudam o setor de inteligência a fazer outras operações para capturar os chefões do crime, os braços financeiro, logístico, os fornecedores, etc.  Um bandido morto, a contrario sensu, não é bandido bom.  Bandido bom é bandido preso!  O confronto e o consequente abate é exceção à regra e nesse caso, pode se tratar de ação de legítima defesa.

Por isso, tome cuidado com o que você lê por aí.  Questione e reflita sempre!

E para a Polícia Civil do Rio de Janeiro: “Alô Rio de Janeiro… Aquele Abraço!!!”