Empresários de Americana participam de evento virtual para discutir o futuro do setor

O vice-presidente do Ciesp, José Ricardo Roriz participou do evento e destacou o impacto da pandemia nas indústrias da região de Americana

O evento virtual que reuniu empresários da região de Americana na tarde dessa quinta-feira (06/05) discutiu temas relevantes para o setor industrial do interior do Estado, como o impacto da pandemia.

O empresário José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e do Sindicato da Indústria do Plástico (Sindiplast) e atualmente segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), participou do encontro e destacou, entre outros temas, a queda na atividade produtiva das indústrias, a política tributária, o desemprego e a falta de representatividade das entidades junto ao governo do Estado.

“Estamos vivendo um ano muito difícil em todos os setores devido à pandemia da Covid-19 e precisamos olhar para temas importantes como as reformas estruturais, principalmente a tributária”, afirma Roriz Coelho.

O empresário destaca que, atualmente, as indústrias são as que pagam mais impostos no Brasil.

“Isso afeta a todos os empresários em todos os segmentos”, ressalta.

De acordo com Roriz, o Ciesp precisa passar por uma reformulação, focando nos interesses dos industriais sem partidarismo.

“Precisamos recuperar o prestígio e a credibilidade da indústria, que já foi responsável por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar que caiu para 10% nas últimas duas décadas”, destaca Roriz.

No evento foram debatidos temas como a sustentabilidade, indústria 4.0, tributação e incentivos para a indústria. Para a empresária Cleusa Lucati do Nascimento Ruiz, da Agilbag, empresa de embalagens, o evento foi uma oportunidade para os empresários da região conhecerem propostas de mudanças no setor.

“Os empresários estão se sentindo desamparados. O evento foi importante e necessário, pois trouxe um pouco de otimismo e de perspectivas de mudanças para a indústria, tratando o setor com mais seriedade”, disse a empresária que atua em Americana há 26 anos.