Feira de Artesanato de Holambra completa cinco anos neste domingo

A Feira de Artesanato de Holambra completa 5 anos neste domingo, dia 9 de maio. Criada no Dia das Mães de 2016, a feira é composta por 34 artesãos e funciona aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h, no Centro de Cultura e Eventos Jan Heijdra, ao lado do Moinho Povos Unidos.

O projeto conta desde o início com apoio da Prefeitura de Holambra e tem como objetivo geração de renda e valorização do artista local. Estima-se que 55% dos participantes têm o artesanato como principal fonte de renda.

“A Feira de Artesanato tem dois propósitos principais que se completam: ao mesmo tempo que gera renda para seus integrantes e fomenta a economia local, se consolida como mais um atrativo turístico para os visitantes, aumentando o apelo turístico no entorno do Moinho Povos Unidos”, explicou a diretora municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Caratti.

Segundo ela, os trabalhos produzidos pelo grupo refletem de forma direta a essência cultural de Holambra.

“Os trabalhos apresentados são artísticos e originais. Os artesãos traduzem em seus produtos manuais todo carinho que Holambra tem a oferecer”, comentou.  

A artesã Silvanira de Paula participa da feira desde 2016 utilizando a técnica do crochê para confeccionar suas peças.

“Trabalhava com artesanato há muito tempo, mas só depois da feira meu trabalho foi reconhecido”, disse. 

Ela conta que além do auxílio na renda dos artesãos, a feira já se tornou conhecida dos turistas e os produtos são muito elogiados.

“Minha renda vem especificamente da Feira de Artesanato, por isso é muito importante para mim. Quando a feira fechou por causa da pandemia, muitas pessoas ligavam para saber quando retornaríamos. É muito gratificante ver o quanto as pessoas, inclusive de fora do país, reconhecem nosso trabalho”, concluiu.

O artesão Hamilton Vergel trabalha com colares de pedras brutas e polidas, além de pulseiras de couro. Participa da feira desde o início das atividades e brinca ao falar do contato com os turistas.

“Somos meio artesãos e meio guias turísticos. Eu perdi a conta de quantas vezes indiquei lugares de Holambra pra eles. Mas faço isso com o maior prazer pois sempre penso: e se fosse eu o turista? Gostaria de ser bem atendido”, conta.

Segundo ele, o período de pandemia foi difícil, com suspensão das atividades de março a setembro de 2020 e fevereiro a abril de 2021, mas o grupo não ficou desamparado.

“Recebemos da Prefeitura cursos de capacitação gratuitos e cesta básica. Foi um apoio importante”, avaliou.

Ao falar sobre o retorno às atividades, o artesão demostra o otimismo que representa o grupo.

“Sinto que essa pandemia veio pra nos unir mais, mostrar que a arte aproxima as pessoas de uma maneira quase imperceptível. Queremos que a feira seja cada vez mais reconhecida, não só pelos holambrenses mas por todos que visitam nossa cidade. Dizem que o coronavírus nos ensinou a sorrir com os olhos. Vamos acreditar!”