Como vibram os hipócritas de plantão

No dia 10 de julho de 2021 ocorreu mais um capítulo da longa e rica história do maior clássico do futebol mundial. O descaracterizado Maracanã foi palco de mais um jogo entre Brasil e Argentina, no qual os rivais, vizinhos e companheiros de agruras latino-americanas ganharam um título após um jejum de vinte e oito anos, e Lionel Messi foi campeão pela seleção do país em que nasceu e com o qual pouco é identificado.

A Copa América seria realizada na Colômbia e Argentina, mas o primeiro desistiu devido a sua instabilidade política, e a Argentina alegou a crise da pandemia da Covid-19 para camuflar a incompetência governamental do Presidente Alberto Fernandez e de sua patroa, a Vice-Presidente Cristina Kirchner, que já presidiu o país, sendo uma das responsáveis pela grave crise política e econômica que assola uma Argentina refém do socialismo e das ideias ultrapassadas e populistas do peronismo.

Ato contínuo, a Conmebol solicitou que o Brasil abrigasse o torneio, fato que originou um grande terremoto, pois a maior emissora de TV do país passou a atacar frontalmente a realização do torneio no Brasil. Seus jornalistas, locutores e comentaristas vociferavam raivosamente, destilando ódio e espalhando o terror na população, argumentando que a Copa América agravaria a pandemia no território nacional. A referida emissora não era contra o torneio ser na Colômbia e Argentina, e hoje é uma entusiasta da realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que por coincidência ela tem os direitos de transmissão para o Brasil.

A Copa América foi marcada pela má vontade de parte da sociedade brasileira, cuja maior personificação é o treinador Tite, notório defensor daqueles que insistem em tomar o poder no Brasil e impor a nefasta ideologia marxista. A modernidade e elegância dos trajes sociais e o brilho dos sapatos do treinador, contrastam com a má arrumação e a forma ultrapassada de um time sempre opaco em campo, sem consistência tática, como amigos que reúnem-se para jogar futebol no fim de semana.

Este cidadão, responsável pelo fraco desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018 e pela derrota na final da Copa América, sempre foi contra o torneio, e aparentemente, fez tudo para não ganhá-lo, constituindo-se no arquiteto do Maracanazo, versão 2021. Ele bradou que, como treinador da seleção, não encontraria o Presidente da República, pois não mistura futebol com política. Contraditoriamente ao que diz, sempre foi solicito com um ex-presidente que só não está preso porque, das profundezas da desfaçatez, surgiu um imbatível time de onze seres supremos, que disfarçados de rigorosos árbitros, insistem em não enxergar as faltas claras e graves que ele já cometeu, e que foram mostradas pelo VAR de três instâncias. Este time apita constantes mudanças das regras do jogo, mesmo com a bola rolando.

Bastou o juiz apitar o fim do jogo, consumando mais um insucesso da seleção brasileira, e as redes sociais foram tomadas por uma gente estranha que louvava o acontecido, acreditando que a vitória da Argentina significava um revés para o governo federal e para o Presidente da República. Antes do jogo, através da imprensa e redes sociais, um ex-jogador de futebol, de pífia participação na seleção brasileira, passou a criticar Neymar, que condenava veementemente os brasileiros que torceriam para a Argentina. Este cidadão, que veste a capa de democrata, não aceita opinião diferente da sua, que é recheada de intolerância com o contraditório. Na sua torpe maneira de enxergar o mundo, só as ideias marxistas podem ser ditas sem que a sua ira ditatorial seja propagada nos canais de comunicação que lhes dão espaço.

Subserviente até à medula aos desmandos petistas que envenenaram o Brasil,  acusou o camisa 10 da seleção de omitir-se perante os problemas brasileiros, cobrando o seu posicionamento sobre os óbitos causados pela pandemia de Covid-19 no Brasil, que na sua deformada visão, tem o Presidente da República como o único responsável. Culpar uma única pessoa por um problema tão complexo atinge as raias da covardia e da hipocrisia. Guardadas as devidas proporções é como se o presidente norte-americano Harry Truman fosse o único culpado pelo lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. Deixando de lado que a arma foi desenvolvida no governo de Franklin Roosevelt, tendo cérebros como Einstein e Oppenheimer, respectivamente na teoria e na prática da construção do artefato; o General Groves como o gerente do Projeto Manhattan, até chegar ao então Tenente Coronel Tibbets, piloto da aeronave que lançou o artefato nuclear sobre Hiroshima.

Dizendo defender a vida, o irado cidadão esquece de apontar o dedo para os consumidores de drogas como cocaína e maconha, responsáveis indiretos pelas mortes de muitas pessoas inocentes no Brasil, pois o consumo desenfreado de tais substâncias fornece os meios necessários para robustecer o tráfico de drogas que corrói a sociedade. Certamente este é o motivo das ações policiais, que visam combater este hediondo crime, serem condenadas pelo ex-jogador.

Ao torcer contra o Brasil, o cidadão que se opõe ao Presidente da República  contradiz o argumento do atual treinador da seleção, pois coloca pratica a mistura da política com o futebol. Os assassinos disfarçados de guerrilheiros e terroristas, que lutavam para implantar uma ditadura comunista no Brasil, torceram contra a seleção brasileira em 1970 e choraram de tristeza a cada gol daquela inesquecível seleção? Eles ficaram irados ouvindo o povo cantar “Noventa milhões em ação”? O Partido Comunista do Brasil, lambendo as feridas da sua incompetência militar na Guerrilha do Araguaia, vibrou com a vitória da Holanda sobre a seleção brasileira em 1974?

O Brasil foi novamente campeão mundial de futebol em 1994 e 2002, com Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, respectivamente. Ambos recebiam forte oposição do PT, que só não é contra o governo quando está no poder. Talvez em 1994 o pessoal da estrela vermelha torceu para que um jogador brasileiro assumisse o lugar de Roberto Baggio e desperdiçasse um pênalti decisivo, e em 2002 lamentou que Ronaldo Fenômeno não fosse alemão.

Brasileiros torceram para a Argentina, como se a seleção brasileira personificasse o Presidente da República, e na oposição, adotam um comportamento inconformado e irracional, acreditando que tal atitude abala o governo que tanto odeiam,sendo obrigados torcer contra. Associar a torcida contra a seleção brasileira a uma forma de protesto contra o governo federal é uma atitude desesperada de quem não aceita a democracia e a alternância de poder. Este comportamento da oposição marxista é uma tentativa autoritária de impor um 3º turno para as eleições presidenciais de 2018.

A pátria da esquerda é o socialismo/comunismo, com a colocação em prática das demoníacas teorias de Marx, Lenin, e outros que legaram ideias que só trouxeram mortes, violência e destruição para a humanidade. Eles não estão preocupados com o Brasil soberano, livre e democrático, pois sonham com ditadura de partido único, supressão das liberdades individuais, restrição do direito de ir e vir e abolição da propriedade privada, que seria substituída por um gigantismo estatal, que também passa a ser dono da vontade e do pensamento do cidadão.

Na infeliz era dos desgovernos do PT, a seleção brasileira perdeu as Copas do Mundo de 2006, 2010 e 2014. A grande parcela da população brasileira que nunca aprovou os escusos métodos de governo daqueles que juram que Cuba é um paraíso tropical de plena liberdade, não torceu contra a seleção brasileira nestas três ocasiões, apesar de grandes motivos para comportarem-se desta forma. Nós não misturamos a política com o futebol, apoiamos a seleção e entristecemo-nos com as derrotas.

Em 2006 o escândalo do Mensalão do PT, que explodiu em 2005, estava nítido na memória da população brasileira, que assistiu bestificada a forma maquiavélica usada por Lula e José Dirceu, ou Daniel como queiram, para a construção de uma base parlamentar baseada em farta distribuição de benesses financeiras subterrâneas a deputados que não seguiam o caminho da retidão.

Em 2010 estávamos próximos a mais uma eleição presidencial, na qual Dilma Rousseff, totalmente desqualificada para o mais importante cargo da República foi escolhida pelo chefe para sucedê-lo e dar continuidade ao processo de implantação do socialismo/comunismo respaldado pela legitimidade democrática vinda das famigeradas urnas eletrônicas, até hoje não auditáveis

Em 2014 a festa do futebol seria no Brasil, com doze modernas arenas com o padrão FIFA de qualidade, que recomendou oito estádios para atender as necessidades do torneio. O PT e seu chefe resolveram que a quantidade de estádios não era suficiente, e providenciaram a construção de mais quatro. Talvez eles quisessem dinamizar a economia nacional com um incentivo à construção civil, notadamente para as grandes construtoras, cujo envolvimento em graves escândalos de corrupção logo vieram à tona com as revelações da Operação Lava Jato.

Por estes motivos considero oportunistas e hipócritas as justificativas políticas de pessoas que torceram contra a seleção brasileira. Ou então que sejam coerentes e passem a criticar a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio e até mesmo a torcer contra os atletas brasileiros. Como pedir coerência para marxistas é perda de tempo, sou levado a crer que aqueles que vestem camisa vermelha e abominam a bandeira do Brasil assistiram o jogo entre Itália e Inglaterra pela final da EuroCopa e não se importaram com as aglomerações e ausência de máscaras nos rostos dos milhares de torcedores que estavam em Wembley.

Enquanto isso, Mario Jorge Lobo Zagallo, o Velho Lobo, o mais otimista torcedor da “Amarelinha”, assistia estarrecido a torcida de brasileiros pela Argentina.

Nesta semana finalmente começou a “Primavera de Havana”, a insurreição pacífica do oprimido e sofrido povo cubano, que quer de volta a liberdade que deixou de existir na ilha a partir de 1º de janeiro de 1959, data que marcou o início do governo comunista no país, e que infelicita a América Latina desde então.

 

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