Seleção brasileira feminina de handebol se despede de Tóquio 2020 após derrota para França

Equipe termina fase de grupos com uma vitória, um empate e três derrotas. Pela primeira vez desde Beijing 2008, Brasil fica fora do top 8 dos Jogos Olímpicos

Acabou a participação do Brasil no handebol em Tóquio 2020 em 2021. Um dia após a eliminação da seleção masculina na fase de grupos, a feminina também não conseguiu se classificar ao perder para a França por 29-22 nesta segunda (2).

Medalha de prata na Rio 2016, a França não tem tanta tradição no feminino quanto tem no masculino, mas foi campeã mundial em 2017 e dos campeonatos europeus de 2018 e 2019, além de nunca ter ficado abaixo do sexto lugar nos Jogos Olímpicos. As francesas terminam a fase de grupos com duas vitórias, um empate e duas derrotas e estão nas quartas.

Já o Brasil ficará fora do top 8 Olímpico pela primeira vez desde Beijing 2008. Sexto lugar em Londres 2012, um ano antes de conquistar um histórico título mundial, o time brasileiro atingiu seu melhor resultado no Rio com a quinta colocação.

“O meu sentimento mais forte agora é de tristeza. A gente conseguiu mais uma vez elevar o nível do handebol do Brasil, mostramos para o mundo que somos um esporte que deve ser levado a sério. Eu estou muito orgulhosa do nosso time, e é por isso que dói tanto.”

– Babi, goleira da seleção brasileira, às lágrimas em entrevista à Globo

É possível que as remanescentes do time campeão mundial, Barbara Arenhar (34 anos), Duda Amorim (34 anos) e Alexandra do Nascimento (39 anos) tenham feito sua despedida dos Jogos Olímpicos. Bruna de Paula, 24 anos, um dos destaques da liga francesa, pode liderar uma renovação com Paris 2024 em vista.

“Tudo que é bom acaba, infelizmente minha jornada [na seleção] termina aqui.”

– Alexandra do Nascimento

O Brasil poderia avançar com um empate contra a França, mas o time europeu não deu chances, liderando a partida inteira com confortável folga.

“Infelizmente o trabalho que fizemos não foi suficiente. Sabíamos que se cometêssemos muitos erros no ataque, como foi contra a Espanha, tomaríamos o contra-ataque e não dá tempo de defender, porque elas têm jogadoras muito rápidas”, afirmou Alexandra.

Pelo Grupo B, a Espanha enfrenta o ROC e a ‘lanterna’ Hungria encara a líder Suécia para definir as últimas vagas.

Agência Brasil