Tóquio 2020: Rebeca Andrade quinta no solo e Arthur Zanetti oitavo nas argolas

Rebeca Andrade se apresentou com o Baile de Favela do MC João e encerrou participação memorável na ginástica artística em Tóquio 2020. Athur Zanetti (argolas) e Caio Souza (salto) fecharam no 8º lugar. Terça às 5:50 (de Brasília) tem Flávia Saraiva na final da trave

Ainda sem a presença de Simone Biles, que já anunciou seu regresso na final da trave, na terça, a ginástica artística feminina retomou a ação com a competição de solo.

Rebeca Andrade chegou na final com uma trajetória brilhante em Tóquio 2020: a ginasta conquistou a primeira medalha Olímpica para a ginástica feminina do Brasil com a prata no individual geral feminino e ainda melhorou sua exibição vencendo o título Olímpico no salto – o primeiro título Olímpico para a ginástica feminina brasileira.

Em mais uma sessão no Centro de Ginástica de Ariake, a guarulhense atleta do CR Flamengo se apresentou com o Baile de Favela do MC João, mas não confirmou o favoritismo no exercício que dominou na qualificação. A apresentação foi sólida, mas Rebeca Andrade viu escapar a medalha quando colocou um pé fora logo na primeira acrobacia, o que repercutiu na nota de 14,033 e no 5º posto final.

Em um exercício onde as atletas se exibiram quase sem falhas, as pequenas imprecisões custaram a terceira medalha em Tóquio 2020 à brasileira, que mesmo assim sai dos Jogos Olímpicos como uma das melhores ginastas dos Jogos Olímpicos.

Pódio final do solo:

  1. Jade Carey (EUA) 14,366 pontos
  2. Vanessa Ferrari (ITA) 14,200 pontos
  3. Murakami Mai (JPN) 14,166 e Angelina Melnikova (ROC) 14,166 pontos

Arthur Zanetti durante a final das argolas em Tóquio 2020
Arthur Zanetti durante a final das argolas em Tóquio 2020 Foto: Wander Roberto/COB
Athur Zanetti finaliza em 8º na final das argolas

Athur Zanetti veio para o ginásio de olho no ouro, não “apenas” em colecionar a terceira medalha de sua trajetória Olímpica nas Argolas. Para chegar no título aumentou a nota de dificuldade para 6,5 (mais 0,3 comparando com a classificatória onde fez 14,900 e acabou 5º) e o exercício foi pontuado em 14,133 após arriscar uma saída mais difícil – triplo mortal grupado – que resultou em queda na chegada e penalizou o atleta. Arthur Zanetti finaliza em 8º na final das argolas e não foi medalhado pelos terceiros Jogos consecutivos – após Londres 2012 e Rio 2016 – embora haja a esperança de que possa continuar até Paris 2024 por ser um ciclo Olímpico mais curto do que o habitual.

A briga pelas medalhas foi ganha pela China. Liu Yang (15,500) ficou com o ouro, Hao You (15,300) com a prata, enquanto Eleftherios Petrounias (15,200) não conseguiu defender o título Olímpico da Rio 2016 e após não fazer uma chegada limpa e ficou com a medalha de bronze.

Caio Souza na final do salto em Tóquio 2020
Caio Souza na final do salto em Tóquio 2020 Foto: Wander Roberto/COB
Caio Souza encerra Tóquio 2020 com um 8º lugar

Na final do salto Caio Souza chegou com claras chances de fazer uma boa colocação após uma classificatória prometedora: 14,700 depois de dois saltos de grande nível que o deixaram a 0,166 pontos do melhor classificado, o coreano Shin Jeahwan.

Atuando em sua segunda presença em finais Olímpicas em Tóquio 2020, depois de ter finalizado na 17ª colocação no individual geral, o atleta de Volta Redonda abriu com um salto de 14,446 e acabou por cometer uma falha no segundo o que baixou a média final para 13,683. Caio Souza encerra Tóquio 2020 com um 8º lugar.

As medalhas foram entregues a Shin Jeahwan (Coreia do Sul), Denis Abiazin (Comitê Olímpico Russo) e Artur Davtyan (Armênia).