PSDB e Cidadania discutem federação partidária

As duas legendas esperam sacramentar o acordo até março

As conversas entre PSDB e Cidadania para a formação de uma federação partidária a partir das eleições de 2022 avançaram nas últimas semanas.

As duas legendas esperam sacramentar o acordo até março. Foram marcadas para os próximos dias reuniões internas para tratar do assunto.

Caso se confirme a federação entre os dois partidos, o senador Alessandro Vieira (SE),que havia anunciado sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Cidadania, deve abrir mão da disputa. O candidato da federação, nesse caso, seria o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“Superamos a cláusula de barreira nas eleições de 2018. Ainda que a federação facilite nesse aspecto, o interesse não é só eleitoral”, explicou o presidente nacional do Cidadania, o ex-deputado e ex-ministro Roberto Freire ao jornal O Globo. “Tanto que há no partido quem acha que não devemos fazer federação. Tem interesse político”, completou.

Pelas regras da federação partidária, as agremiações que selaram a união terão, necessariamente, de caminhar juntas por um período de quatro anos, inclusive nas eleições municipais de 2024. A conciliação de interesses regionais, que muitas vezes não seguem a lógica nacional, pode ser um entrave para a composição.

O plano Moro

Além do PSDB, o Cidadania vem conversando com o Podemos, partido que lançou a pré-candidatura do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro ao Palácio do Planalto.

Em entrevista nesta manhã à Jovem Pan, Moro admitiu que vem conversando com alguns partidos que podem apoiá-lo na disputa presidencial. Uma das legendas mais próximas do ex-juiz neste momento é o União Brasil.

Embora não tenha dado maiores detalhes sobre eventuais apoios, Moro citou legendas como PSDB, Cidadania e Novo.

“Temos conversado com diversos partidos. A gente precisa começar a dialogar, falar sobre o projeto. Isso envolve, sim, fazer alianças”, afirmou Moro. “Infelizmente, os partidos no Brasil não são aquela fortaleza, não têm aquela tradição, têm muita mutabilidade. Mas dentro de todos os partidos há gente que apoia o nosso projeto”, disse.