Presidente da Liga Espanhola quer montar um novo Campeonato Brasileiro sem a CBF

Javier Tebas estará em reunião com clubes no dia 15 de março, em São Paulo

O presidente da Liga Espanhola, Javier Tebas, estará na reunião com os 40 clubes das Séries A e B do Brasileirão, para apresentar a proposta de compra de percentual da nova Liga Brasileira. Os clubes começaram a receber o convite da XP Investimentos e da Alvarez & Marsal para o encontro marcado para daqui a nove dias.

A criação da Liga parece mais próxima do que em outros momentos, mas não há unidade entre os clubes. É sempre o grande problema. Desta vez, esta dificuldade passa pelo fato de seis clubes terem dado sinal verde para a Codajás Sports Kapital, associada ao BTG. Outros clubes do Nordeste, com o apoio do Athletico Paranaense, estão próximos do projeto da LiveMode. O movimento da XP e Alvarez & Marsal é de mostrar aos 40 times mais importantes do país as vantagens de se associar com a Liga Espanhola.

Convite de reunião da XP — Foto: Reprodução
Convite de reunião da XP — Foto: Reprodução

Desde 1987, quando o Clube dos Treze foi fundado e organizou a Copa União, porque a CBF dizia não ter dinheiro para promover o Brasileirão, a falta de união deveu-se ao fato de os projetos serem sempre políticos. Sempre com um clube tentando mostrar ser mais importante do que outro.

Hoje, os projetos são econômicos, mas em vez de projetar quanto o campeonato pode crescer nos próximos dez anos, pergunta-se qual será o valor financeiro a ser recebido hoje. Não pode ser assim. A necessidade é de haver um plano de crescimento para as próximas décadas, como se fez com a Premier League e a Liga Espanhola, que ultrapassaram e deixaram longe a Série A da Itália, melhor campeonato nacional do planeta nas décadas de 1980 e 1990.

O argumento da Liga Espanhola é de já ter um investidor de primeiro escalão e poder trazer todo o know-how para desenvolver o Campeonato Brasileiro. Não importa quem ganhe a concorrência. Importa que se olhe para o produto do ponto de vista econômico. Que se contrate um executivo, que não seja dirigente de clube, mas que pense o torneio como uma plantinha. Se regada da maneira correta, todos os galhos vão crescer bonitos e ela se tornará uma imensa árvore da felicidade, em dez, quinze anos talvez.

GE