Semana das decisões

A semana passada foi repleta de fortes emoções na política.

Com reviravoltas constantes, em especial, a ameaça de Dória de não renunciar ao cargo, o que foi uma jogada de mestre para forçar o apoio do Tucanato à sua candidatura à Presidência da República.  Dória de fato estava prestes a sofrer um golpe interno do PSDB não fosse à atitude tomada. A ação minou Eduardo Leite e fez com que lideranças ligadas a Rodrigo Garcia entrassem ainda mais no jogo.

Enquanto isso, Sérgio Moro fez um movimento contrário, aparentemente caiu na conversa do União Brasil que agora o bloqueia de concorrer à Presidência da República. No Podemos tinha carta branca, enquanto no novo partido pode, se quiser, ser apenas candidato a vagas estaduais em São Paulo e não mais ao Cargo de Presidente.

Quem ganha com tudo isso? O Partido de Bolsonaro

O Partido Liberal (PL), que é a legenda do presidente Jair Bolsonaro, é agora a maior bancada tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Antes do final da janela partidária, encerrada em 2 de abril, o partido tinha 43 Deputados no Congresso e agora conta com 75, enquanto tinha 6 parlamentares na Assembleia Estadual e passou a ter 19 cadeiras.

Dos 13 novos integrantes da legenda, 9 eram do PSL, antigo partido do presidente.

Na contramão do PL o partido que teve a maior debandada de parlamentares tanto no Congresso quanto em São Paulo foi o União Brasil, fusão do PSL e do DEM.

Quando os dois partidos se juntaram eram ao todo 22 deputados estaduais e, agora, perdeu 17 deles. Ou seja, restaram apenas 5.

No Congresso Nacional o União Brasil contava com 81 Deputados e agora tem apenas 45.

Vejamos o quadro atual do Congresso Nacional:

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