Operação conjunta resgata mais de 130 cães em situação de maus-tratos em Limeira

Mais de 130 cães da raça Lulu da Pomerânia (Spitz Alemão), em situação de maus-tratos, foram resgatados, ontem (13), em uma operação conjunta da Guarda Civil Municipal (GCM) de Limeira e Polícia Civil. Eles estavam em uma casa de um condomínio fechado. A operação aconteceu após diversas denúncias recebidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura. Duas pessoas foram presas.

Após as denúncias, a secretária Simone Zambuzi entrou em contato com o secretário de Segurança Pública, Wagner Marchi, e com o delegado Leonardo Burger Monteiro Luiz, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Na sequência, equipes da Polícia Civil e do Pelotão Ambiental e Canil da GCM seguiram para o local alvo de denúncias. Segundo as informações, o morador utilizava a residência para criação clandestina dos cães.

Quando chegaram à casa, as equipes de polícia constaram a presença de vários cachorros em situação de abandono e sem comida. Muitos, inclusive, estavam sujos de fezes e aglomerados em vários cômodos da residência. Também segundo os agentes, muitos cães estavam abrigados em cercados de dois metros quadrados na parte externa da casa. Eles também encontraram filhotes, recém-nascidos.

Ainda durante as diligências, diversas vacinas, de uso veterinário, foram apreendidas pela Vigilância Sanitária (Visa) de Limeira. Os imunizantes, metade deles com data vencida, estavam armazenados de maneira irregular, em uma geladeira com outros alimentos – muitos deles podres, inclusive. A Visa também deverá autuar os proprietários por diversas irregularidades em relação às vacinas.

Os policiais também apreenderam R$ 30 mil que estavam na casa. O proprietário do local e a esposa foram detidos quando chegavam no condomínio e conduzidos à DIG. Eles foram autuados em flagrante, enquadrados no artigo 32, da Lei Federal 9.605/1998, por crimes ambientais, especificamente por maus-tratos a animais.

Cinco Organizações Não Governamentais (ONGs), duas de Limeira e três da região, ficaram como fiéis depositárias dos animais, que passarão por avaliação e higienização. Além disso, os animais que não estão microchipados, passarão pelo procedimento. A Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura ressalta, ainda, que neste momento, os animais não estão disponíveis para adoção.

Servidores do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) e a Divisão de Controle de Zoonoses também estiveram na residência. A Zoonoses coletou amostras de água com focos do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue. A Associação Limeirense de Proteção a Animais (Alpa) acompanhou as diligências.