O temor de Bolsonaro de envenenamento em um hotel do Rio

Num almoço com empresários no hotel Fairmont, no Rio de Janeiro, na semana passada, um detalhe do esquema de segurança do presidente Jair Bolsonaro não passou despercebido. O maître de um dos hotéis mais refinados da cidade foi instruído a experimentar os pratos servidos ao presidente na frente de dois dos seguranças responsáveis pela segurança de Bolsonaro, para evitar que o mandatário fosse envenenado. Depois dos funcionários do hotel, os próprios seguranças davam garfadas na comida.

A paranoica preocupação não parava por aí. Os homens responsáveis pela integridade física de Bolsonaro também acompanharam todo o processo de montagem dos pratos e “fiscalizavam” até os refrigerantes que tinham como destino a mesa do presidente.

O elegante hotel tem sido um local frequentado por mais integrantes do governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de evento oferecido pela empresária Karim Miskulin, do Grupo Voto. Tal grupo ficou conhecido por promover um ciclo de debates sobre a participação feminina na política, em que todos os palestrantes destacados no folder de divulgação que viralizou na internet eram homens: os próprios Bolsonaro e Guedes, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e dois candidatos a governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e Rodrigo Garcia.

Revista Veja