Brasileiros com “nome sujo” devem R$ 4 mil em média, aponta Serasa

Inadimplência cresce em março e já atinge 65,6 milhões de pessoas no país

O valor representa um aumento de 0,1% em relação a fevereiro e um pouco acima de 3% no comparativo com abril de 2020, pico de inadimplência no país, durante o ápice da pandemia de covid-19.

O levantamento de março revela que encontrar equilíbrio no orçamento doméstico está tão difícil quanto no início da crise sanitária. Na ocasião, a economia brasileira ficou praticamente paralisada por conta de medidas restritivas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos.

Pelo segundo mês seguido em 2022, o número de cidadãos com o “nome sujo” ultrapassou 65 milhões, índice que só foi superado em abril e maio de 2020.

 

A soma dos débitos em aberto chegou a R$ 265,8 bilhões, R$ 7,5 bilhões a mais do que o registrado no pico da pandemia e uma alta de 0,91% em comparação com o mês anterior.

“Os maiores responsáveis por essas dívidas são os empréstimos e os cartões de crédito, responsáveis por 28,17%, seguidos pelas contas básicas como de água e luz, com 23,21%. Em terceiro lugar vêm as lojas de departamento, de roupas, o varejo em geral, com 12,62%”, afirmou Thiago Ramos, gerente da Serasa Experian.

Desse montante, as mulheres representam 50,2% dos endividados. Os homens, 49,8%. Em relação à faixa etária, a mais presente se dá entre 26 e 40 anos (35,2%), seguida pela entre 41 e 60 anos (49,8%), conforme o levantamento.

Conexão Política