Defesa diz a Fux que Forças estão comprometidas com a democracia

Por sua vez, o presidente do STF afirmou que a Corte preza pela harmonia entre os Poderes e pelo respeito entre as instituições

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 3, se encontrar com o presidente da Corte, Luiz Fux. Segundo a assessoria do tribunal, o general afirmou que as Forças Armadas estão comprometidas com a democracia brasileira.

A comunicação do STF disse que a agenda foi pedida pelo ministro da Defesa “em deferência ao chefe do Poder Judiciário antes de reunião prevista com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin”. Foi a primeira visita do general a Fux desde que tomou posse na Defesa.

No encontro que ocorreu no gabinete da presidência da Corte, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira também afirmou que “os militares atuarão, no âmbito de suas competências, para que o processo eleitoral transcorra normalmente e sem incidentes”, segundo o Supremo.

“Por sua vez, o presidente do STF ressaltou que a Suprema Corte brasileira preza pela harmonia entre os Poderes e pelo respeito entre as instituições”, disse a Corte, em nota.

Antes de ir ao Supremo Tribunal Federal, o titular da Defesa se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio do Planalto. Segundo a Presidência da República, no encontro, foram discutidos assuntos de defesa nacional.

Também estavam presentes os comandantes das Forças Armadas e o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, cotado para ser o vice na chapa de Bolsonaro à reeleição. Atualmente, Braga Netto é assessor especial do gabinete pessoal do presidente da República.

Antes da reunião com o titular da Defesa, Fux se encontrou com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que justificou a conversa dizendo que a ideia é “evitar que haja uma escalada de crise por falta de diálogo”. “Eu considero muito importante este encontro, não considero hora alguma que haja isolamento do Supremo Tribunal Federal.”

Barroso

No mês passado, o ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, que atuou no Tribunal Superior Eleitoral até fevereiro, afirmou que as Forças Armadas “estão sendo orientadas” para atacar o processo eleitoral e tentar desacreditá-lo. Ele ainda criticou “ataques totalmente infundados e fraudulentos ao processo eleitoral”.

Em reação, o Ministério da Defesa rebateu as declarações do magistrado dizendo que são uma “ofensa grave”. “Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável”.