Thiago Brochi discute implantação em Americana de projeto que busca reduzir acidentes com andarilhos em rodovias

O vereador Thiago Brochi (PSDB) reuniu-se nesta quarta-feira (13) com o prefeito Chico Sardelli, o vice-prefeito Odir Demarchi e a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Juliani Hellen Munhoz Fernandes, para apresentar o projeto “Amigos no Trecho”, que promove acolhimento e assistência a pedestres em situação de risco ou vulnerabilidade. Participaram também da reunião o 1º tenente PM Becker e o aspirante PM Tesseroli, da Polícia Militar Rodoviária

De acordo com o parlamentar, o projeto teve início na cidade de Limeira e, em julho do ano passado, foi implantado na cidade de Campinas. Desde então 31 andarilhos foram acolhidos pela ação, que conta com a participação das concessionárias AutoBan, DER, Colinas, Tietê e Rota das Bandeiras. São feitas abordagens e ações específicas aos “trecheiros”, resultando em redução drástica dos casos de vítimas, principalmente fatais, nas pistas.

O objetivo é desenvolver o projeto com foco nas rodovias SP-330 (Anhanguera) e SP-304 (Luiz de Queiroz). Brochi intermediou a reunião e defendeu sua implantação. “É uma ação que o capitão PM Théo Santos, comandante do Policiamento Rodoviário de Americana e região, está buscando trazer”, destacou. “Abrange, ao mesmo tempo, questões de saúde, assistência social, segurança e trânsito”, ressaltou o vereador.

“São protocolos que contribuem para humanizar o atendimento a pessoas em situação de rua nas rodovias”, reforçou o 1º tenente PM Becker. Quando identificado o andarilho na autopista, é feita abordagem pela Polícia Militar Rodoviária. A pessoa então é identificada e são analisados eventuais antecedentes criminais. Em seguida, encaminhada a serviços de saúde através do órgão municipal.

A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura de Americana explicou que o atual abrigo emergencial passará a ser permanente, na firma de uma Casa de Passagem, após um chamamento público previsto para concluir em setembro ou outubro. “Dessa maneira se torna viável colocar o projeto em andamento, para acolher especificamente os cidadãos que residem no município”, acrescentou Juliani.

De acordo com a dirigente da pasta, é possível até mesmo reinserir as pessoas em situação vulnerável no mercado de trabalho. Segundo ela, dos 35 atualmente abrigados no município, 17 já estão trabalhando. “Com a Casa de Passagem funcionando, será possível realizar os atendimentos necessários para ressocializar as pessoas e quebrar os vínculos que as mantêm na condição”, completou.